Um
dia de chuva, não se observava mais nada e tudo ficava embaçado. Com muito
sacrifício só se sentia a brisa fria batendo no meu corpo, estava tudo
paralisado o dia não passava e parecia que o relógio também não mexia. Que pena
um dia longo nesses dias tão curtos, que desperdício como se gasta tanto tempo
dependendo do próprio tempo. Uma equação sem solução e a qual incomoda muito.
Talvez se deslocarmos as distancia que nos aproximam e diminuíssem os espaços
vazios, poderíamos melhorar a compreensão da vida, das coisas que vivemos das
emoções que sentimos, das experiências que vivenciamos e das situações que
participamos.
Tudo
é observar para depois usar, não tem como essa equação é à base da vida.
Entretanto como todos os caminhos são complicados, sempre procuramos os atalhos
para simplificar, para entender os percursos da vida. E ver entendendo o melhor
caminho é o sucesso para chegar ao ponto final, ou melhor, começar de novo. E
assim não parar mais.
Naquele
dia de sol, um passarinho pousou em meus braços e muito delicadamente começou a
se expor, se exibir para um dos meus olhos. Sem saber o que fazer eu acolhi e
direcionei-o para a construção do ninho, em pouco tempo o ninho estava pronto e
aquele casal que agora não ia mais embora, cantarolava lindas melodias dia após
dia, nem percebi o tempo passar. Mas como tudo tem um fim e o meu também seria
assim e prevendo os acontecidos, eles voaram com todos seus filhos e não
voltaram mais. Que silencio naqueles dias, o tempo demorava a passar, que
agonia, e assim um pássaro maior acolheu-se naquele ninho, mais solitário não
cantava e tão pouco voava. Percebi ser, um velho pássaro com a vida toda
caracterizado naquela face inesquecível, pouco tempo depois ele tentou voar e
caiu, saiu andando fracamente ao meu redor e foi embora, nunca mais vi aquele
pássaro que por sinal destruiu o ninho por total, nenhuma pena ou ramo sobrou.
O vento soprava intensamente e percebi um leve
borbulho no meu corpo, que rapidamente se espalhou por toda minha estrutura
externa. Uma solução bem densa e salgada escorria pelas minhas partes mais
intimas não me agradava muito. Meio desagradável sentir minhas partes
dissolvendo, os movimentos nada me atrapalhava porem percebia um término de
tempo bem próximo. O tempo era muito
rígido comigo, percebia que meu corpo ia dissolvendo dia a dia, lembrava
daquele pássaro solitário indo embora o qual nunca mais voltou, teria força
para voltar. Ou o destino de todos era