quinta-feira, 10 de maio de 2012

PÁGINA 6


Um dia de chuva, não se observava mais nada e tudo ficava embaçado. Com muito sacrifício só se sentia a brisa fria batendo no meu corpo, estava tudo paralisado o dia não passava e parecia que o relógio também não mexia. Que pena um dia longo nesses dias tão curtos, que desperdício como se gasta tanto tempo dependendo do próprio tempo. Uma equação sem solução e a qual incomoda muito. Talvez se deslocarmos as distancia que nos aproximam e diminuíssem os espaços vazios, poderíamos melhorar a compreensão da vida, das coisas que vivemos das emoções que sentimos, das experiências que vivenciamos e das situações que participamos.
Tudo é observar para depois usar, não tem como essa equação é à base da vida. Entretanto como todos os caminhos são complicados, sempre procuramos os atalhos para simplificar, para entender os percursos da vida. E ver entendendo o melhor caminho é o sucesso para chegar ao ponto final, ou melhor, começar de novo. E assim não parar mais.
Naquele dia de sol, um passarinho pousou em meus braços e muito delicadamente começou a se expor, se exibir para um dos meus olhos. Sem saber o que fazer eu acolhi e direcionei-o para a construção do ninho, em pouco tempo o ninho estava pronto e aquele casal que agora não ia mais embora, cantarolava lindas melodias dia após dia, nem percebi o tempo passar. Mas como tudo tem um fim e o meu também seria assim e prevendo os acontecidos, eles voaram com todos seus filhos e não voltaram mais. Que silencio naqueles dias, o tempo demorava a passar, que agonia, e assim um pássaro maior acolheu-se naquele ninho, mais solitário não cantava e tão pouco voava. Percebi ser, um velho pássaro com a vida toda caracterizado naquela face inesquecível, pouco tempo depois ele tentou voar e caiu, saiu andando fracamente ao meu redor e foi embora, nunca mais vi aquele pássaro que por sinal destruiu o ninho por total, nenhuma pena ou ramo sobrou.
O vento soprava intensamente e percebi um leve borbulho no meu corpo, que rapidamente se espalhou por toda minha estrutura externa. Uma solução bem densa e salgada escorria pelas minhas partes mais intimas não me agradava muito. Meio desagradável sentir minhas partes dissolvendo, os movimentos nada me atrapalhava porem percebia um término de tempo bem próximo.  O tempo era muito rígido comigo, percebia que meu corpo ia dissolvendo dia a dia, lembrava daquele pássaro solitário indo embora o qual nunca mais voltou, teria força para voltar. Ou o destino de todos era