Ao nascer daquele dia, uma leve brisa soprava aos olhos, era o vento sul
bem geladinho e a névoa dispersando. Começava a enxergar pessoas caminhando a
beira mar e de repente uma delas se aproximou e encantou os sentimentos
sensoriais, com um olhar carinhoso e um movimento suave dos seus olhos, piscou,
afastou-se e não retornou mais. Horas mais tarde voltou e festa fez, trouxe a
família toda, alinharam-se em fila para que todos vissem o novo ser, a
maravilha reciclada e uma alegria reinavam naquele dia. Esse dia foi curto
demais e nem fora percebido passar enquanto nos outros dias quando a chuva
reinou os não tiveram mais fim. Bom mais tudo é assim, o tempo que passa sempre
caminha e você que percebe ou não o tempo ao seu redor, felizes aqueles que
entendem o caminho do tempo e assim caminham no tempo ideal, e que às vezes
poderia ser curto demais.
Um dia de chuva, não se observava mais nada e tudo ficava embaçado. Com
muito sacrifício só se sentia a brisa fria batendo no corpo reciclado, estava
tudo paralisado o dia não passava e parecia que o relógio também não mexia. Que
pena um dia longo nesses dias tão curtos, que desperdício como se gasta tanto
tempo dependendo do próprio tempo. Uma equação sem solução e a qual incomoda
muito, talvez se deslocarmos as distancia que nos aproximam e diminuíssem os
espaços vazios, poderíamos melhorar a compreensão da vida, das coisas que
vivemos das emoções que sentimos, das experiências que vivenciamos e das
situações que participamos. Tudo é observar para depois usar; não tem como;
essa equação é à base da vida, entretanto, como todos os caminhos são
complicados, procura-se os atalhos para simplificar, para entender os percursos
da vida, e ver, o melhor caminho para chegar ao sucesso e atingir o ponto
final, ou melhor, começar de novo, e assim não parar mais. O vento soprava
intensamente e percebi um leve borbulho no meu corpo, que rapidamente se
espalhou por toda minha estrutura externa. Uma solução bem densa e salgada
escorria pelas minhas partes mais fortes e não me agradava muito. Meio
desagradável sentir minhas partes dissolvendo, os movimentos nada me
atrapalhava porem percebia um término de tempo bem próximo. O tempo era muito rígido comigo, percebia que
meu corpo ia dissolvendo dia a dia, lembrava daquele pássaro solitário indo
embora o qual nunca mais voltou, teria força para voltar. Ou o destino de todos
era esse, seria o meu também. Como ninguém sabe do futuro, apenas vivemos o
presente e lamentamos o passado injustamente, o que se faz para dissolver essa equação.
Naqueles dias