quinta-feira, 10 de maio de 2012

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O Reciclon



Com um pequeno toque no pedacinho de uma estrutura de aço, naquele tempo, ele foi se desintegrando pelas praias onde fora colocado para viver, e dentro daquele período tentei imaginar um mundo perfeito para que ele vivesse realizar os sonhos e tentar diminuir o impacto cruel do meio em que ele se deslumbrava. Entre tantas descobertas e achados, eu encontrei um caminho que me surpreendeu ao longo da minha existência. E assim, ao primeiro toque dentro de uma época a qual não entendia os preceitos básicos da química, física, magia e a arte, fora desenvolvido para ter vida eterna e sobressair sobre os preceitos lógicos da funcionalidade emocional e intuitiva. No entanto, os comandos mais remotos da natureza, as intempéries foram implacáveis com ele. A interação básica da participação intencional e racional do mecanismo funcional do cérebro reciclônico fora interligada com os membros e conectada ao comportamento social dentro do contexto da reciclagem moderna, criando assim uma criatura nova, o denominado Reciclon.
O corpo estrutural de elementos puros, com resistência a corrosão e marcados com um toque de encanto pelo criador, favoreceu o surgimento de uma forma única de representação no contexto que ele será colocado a prova. Sem parâmetros da sua construção o corpo foi erguido a fogo e moldado em aço, numa forma octogonal e nuances piramidais na estrutura superior, moldado com encaixes de silício ao redor de sua cobertura octogonal. Sustentado pelos rodízios deslizantes ele movia-se com delicadeza na superfície lisa do piso, entretanto no local de sua morada (praia) ele ficou paralisado e preso pelas cordas do tempo impossibilitando sua tênue descoberta do prazer de ir ou vir. Os braços tinham a sustentação de uma série de movimentos básicos que no final junto com suas mãos eram parte do pequeno giro de acenos eternos. A cabeça rotativa em 360 graus era o esplendor de sua movimentação, o elemento inexorável de pura sensação. Segundo o qual era possível encontrar o melhor ângulo de observação e interação com os vários elementos da natureza, inclusive o Homem. Os olhos que tudo observaram, conseguiram ao longo de seu período existencial verificar a sensibilidade eterna do meio que o cercava. Conectado com centenas de fios e ligações eletrônicas, e com giros espetaculares de movimentos rítmicos, de notável sensibilidade a presença de seus observadores.